Alexandre de Moraes inocenta Romero Jucá em investigação da Lava Jato
Ex-senador disse que decisão comprovou sua inocência, mas lamentou que demora na conclusão do processo prejudicou sua imagem pública

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma investigação da Operação Lava Jato que implicava o ex-senador e atual presidente estadual do MDB, Romero Jucá.
Divulgada pela assessoria do parlamentar, a decisão de sexta-feira (22) atendeu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu pela falta de provas e de justa causa para seguir com a apuração.
Em nota à imprensa, Jucá disse que a decisão comprovou a própria inocência. Por outro lado, ele lamentou a demora na conclusão do processo, o que causou um prejuízo “irreparável” para a sua imagem pública.
O caso
O processo analisava acusações surgidas a partir de delações de executivos da Odebrecht (atual Novonor) relacionadas à tramitação de uma resolução de 2012 do Senado Federal.
Segundo a PGR, as informações apresentadas pelos delatores não foram confirmadas por provas independentes ao longo das investigações.
Na decisão, o STF afirma que não foram identificados nenhum elemento capaz de comprovar recebimento de vantagem indevida (propina), movimentações financeiras suspeitas, registros bancários incompatíveis ou qualquer evidência material que sustentasse as acusações contra Romero Jucá.
O parecer da PGR destacou ainda que a atuação do então senador ocorreu dentro das atribuições parlamentares.
Ao acolher o pedido de arquivamento, Alexandre de Moraes ressaltou que a continuidade de investigações sem indícios mínimos de crime representa constrangimento indevido aos investigados.
