Ópera “Pagliacci” encerra festival no Teatro Municipal de Boa Vista

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O 1° Festival de Ópera de Roraima se encerra nesta sexta-feira, 15, e a última apresentação será com a obra “Pagliacci” de Ruggero Leoncavallo. O espetáculo conta com apoio da prefeitura, por meio da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura de Boa Vista (Fetec). Será a partir das 20h, no Teatro Municipal (Sala Roraimeira), com entrada gratuita (os ingressos podem ser retirados até 1h antes, no foyer).Iniciativa da Companhia de Ópera de Roraima, o festival já contou com dois espetáculos desde o dia 1º de agosto. Pagliacci, que encerra esse ciclo de apresentações, é uma ópera em dois atos que conta a história de uma companhia de comediantes italianos, em uma linha tênue entre realidade e ficção que se desfaz em uma tragédia de paixão, ciúme e vingança.O enredo gira em torno de Canio, um palhaço apaixonado por sua esposa Nedda, que o trai com Silvio, um jovem camponês. A tragédia se desenrola quando Canio descobre a infidelidade e, durante a apresentação de uma peça dentro da ópera, o palco vira tribunal. A plateia assiste — sem saber — a um crime anunciado. “Ridi, Pagliaccio…” (Sorria, palhaço…) e o público aplaudirá. O elenco principal traz os tenores Juan Alexis (Canio) e Cristhiano Souza (Beppe); a soprano Ángeles Rojas (Nedda) e os barítonos Gary Gamez (Tonio) e Joubert Junior (Silvio). A direção musical é da maestrina Lilyane Lopes; direção executiva de Juan Alexis; direção de cena, Nickole Pineda e cenografia de Christopher Pineda.Segundo Lilyane Lopes, “Pagliacci” traz em si um caráter mais que especial, não apenas pela história e alta carga dramática envolvida. Mas também porque foi a primeira ópera apresentada em solo roraimense, em 2019, pela Companhia de Ópera de Roraima, um marco para as artes no Estado.“Ela tem um significado especial para nós. Tanto é que nosso logotipo é um chapéu do Harlecchin, personagem interpretado pelo nosso presidente Juan Alexis em 2019, que dessa vez interpretará Canio, o Pagliaccio (Palhaço). Ou seja, é uma história que mistura amor, vingança e mostra que nós, artistas, também somos humanos, de carne e osso”, disse a maestrina. O festival começou no último dia 1º, com um recital lírico que contou com a participação do maestro amazonense Bruno Nascimento. Em seguida foi apresentada a ópera “Cavalleria Rusticana”, de Pietro Mascagni, no último dia 8. Desde o início, o evento tem sido um sucesso. “Já recebemos público de Manaus, Rio de Janeiro, entre outros lugares. São viajantes culturais e amantes da ópera. Através da transmissão ao vivo, recebemos contato de pessoas também da Bahia, Rio Grande do Sul, Chile, Venezuela e Estados Unidos”, comemora Lilyane. O projeto conta com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), de incentivo à cultura. Para acompanhar os eventos promovidos pela companhia, basta seguir o perfil no Instagram @roraimaopera. Serviço I Festival de Ópera de Roraima “Pagliacci” (Ruggero Leoncavallo) Data: 15/08/2025 Horário: 20h Local: Teatro Municipal de Boa Vista – Sala Roraimeira Ingressos: gratuitos (Retirada de 1h antes do espetáculo na bilheteria do Teatro) Classificação livre! Solistas: Canio: Juan Alexis (Tenor) Nedda: Ángeles Rojas (Soprano) Tonio: Gary Gamez (Barítono) Beppe: Cristhiano Souza (Tenor) Silvio: Joubert Junior (Barítono) Orquestra e Coro da Companhia de Ópera de Roraima Direção Musical: Maestrina Lilyane Lopes Direção Executiva: Juan Alexis Direção de Cena: Nickole Pineda Cenografia: Christopher Pineda Instagram: @roraimaopera Fábio Cavalcante

Governo de Roraima inicia entrega barcos a comunidades indígenas em seis municípios

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A Sepi (Secretaria dos Povos Indígenas) iniciou a entrega de 25 barcos equipados com motor de rabeta e remo para comunidades indígenas. A ação, executada pelos servidores do setor de transporte da secretaria, beneficia diretamente 649 famílias e mais de 3.200 pessoas em seis municípios: Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Caroebe, Pacaraima e Uiramutã. A entrega continua a ação realizada no dia 5 de agosto, quando foram apresentadas as embarcações, além de 15 kits completos de casas de farinha e nove chocadeiras elétricas. O Investimento foi feito integralmente com recursos do Tesouro Estadual e integra três projetos da Sepi: Kanau (embarcações), Ke’se (casas de farinha e Kariu’wana (chocadeiras), voltados ao incentivo à produção sustentável e à logística nas comunidades indígenas. As comunidades já contempladas com os barcos nesta etapa são: · Alto Alegre: Mahelepi, Paxokymae, Budú, Yakeplaopi · Amajari: Araçá · Boa Vista: Vista Alegre · Pacaraima: Lagoa · Uiramutã: Canã, Kokko Paru, Cumaipá, Laje, Nova Esperança, São Luiz, Urinduk, Waronkaren, Barro, Willimon, Monte Muriá II, Tapá, Boa Vindas, Kuma-pai, Água Fria e Flexal Ainda receberão os barcos as comunidades Tigre (Pacaraima) e Jatapuzinho (Caroebe). A secretária dos Povos Indígenas, Síria Mota, ressaltou a importância da ação para o dia a dia das comunidades. “A entrega dos barcos às comunidades indígenas está sendo realizada, trazendo mais agilidade, segurança e comodidade no transporte. Agora o escoamento da produção de alimentos, o transporte escolar, a remoção de pacientes e atendimentos sociais acontecem de forma mais rápida e eficiente, beneficiando diretamente o dia a dia de todos os povos indígenas”, afirmou. Agricultura familiar indígena Além das embarcações, a Sepi mantém ações integradas com outros órgãos estaduais, como o Iater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural) para fortalecer a produção agrícola. Entre as iniciativas, estão 154 polos de plantio de mandioca com áreas mecanizadas, 125 polos de produção de aves com distribuição de 25 mil frangos e ração, 1.800 hectares de grãos cultivados e novos plantios de cacau no Sul de Roraima com articulação para incluir o café como nova frente produtiva. Também houve a entrega de 14 caminhões para escoamento da produção indígena, em parceria com a Seadi (Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação) e cooperativas locais. Débora Menezes e Winicyus Gonçalves

Receita Federal apreende R$ 300 mil em medicamentos semelhantes ao Monjaro em Boa Vista

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Nesta quinta-feira, 14, a Delegacia da Receita Federal em Boa Vista realizou mais uma apreensão significativa de medicamentos importados de forma irregular. A ação foi conduzida pela Equipe de Repressão ao Contrabando, com o apoio do serviço de segurança dos Correios, e resultou na retenção de uma remessa contendo 102 unidades do medicamento Tizipartide, substância semelhante ao Monjaro, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e para controle de peso. De acordo com a Receita Federal, a carga interceptada foi avaliada em aproximadamente R$ 300 mil. A operação ocorreu durante o monitoramento de encomendas suspeitas no fluxo postal, reforçando a atuação integrada entre os órgãos públicos no combate ao contrabando e à entrada de produtos irregulares no país, especialmente na região Norte, onde há intensa fiscalização aduaneira. Os medicamentos foram recolhidos ao depósito da Receita Federal e um processo fiscal será instaurado para apurar a infração. Também será lavrado auto de infração para responsabilizar os envolvidos conforme a legislação vigente. A prática de importação de medicamentos sem registro ou autorização da Anvisa representa risco à saúde pública e é alvo constante de ações da Receita Federal.